DEVEMOS DIZER NÃO À TERCEIRIZAÇÃO

Terceirização, uma atividade organizacional exercida por pessoa jurídica que tem por objetivo transferir a terceiros a execução de tarefas para qual a relação custo/benefício da execução interna não é mais vantajosa.


O principal aspecto da terceirização consiste na contratação de terceiros para atividades que não constituem o objetivo principal da empresa. A análise deve ser feita de forma criteriosa, no momento em que empresas passam a valer desse tipo de mão de obra de forma desvairada, onde empregados antigos serão substituídos, fazendo com que estes, que antes exerciam uma atividade dentro da empresa, com direitos a todos os benefícios que lhe são inerentes como empregados, tenham seus direitos ceifados.


Não podemos deixar que nossos representados sejam prejudicados, pois segundo dados do DIEESE os trabalhadores terceirizados ganham 27,1% a menos que os diretamente contratados e sem nenhum benefício. Além de trabalhar em média três horas a mais por semana. O nosso dever, como líderes de classe, é fiscalizar e zelar de maneira geral.


Podemos ser partes de um País em crescimento, com novos métodos, sem que para isto precisemos dispor de trabalhadores qualificados e que possam ter garantidos os seus direitos trabalhistas decorrentes de seu contrato de trabalho e das normas coletivas da categoria.


Outro ponto relevante é que nem sempre as empresas contratadas para exercer a terceirização o fazem de forma adequada, acarretando problemas futuros, pois um custo menor para a empresa não significa necessariamente algo vantajoso em seu resultado final.


Não podemos pactuar com atitudes que desrespeitam os trabalhadores, retirando direitos garantidos na Consolidação das leis do Trabalho (CLT). Não podemos simplesmente aceitar imposições errôneas que destruam algo que levamos anos para conquistar. Por isso estamos dizendo não a terceirização. É uma questão de consciência social, de justiça social e trabalhista.


Ainda podemos mudar esse jogo. O projeto de Lei 4330, depois de ter passado pelas Comissões nas Câmaras dos Deputados, foi levado a plenário e a maioria dos deputados federais aprovou a PL.


Agora ainda depende da votação no Senado Federal e esta é a hora de pressionar para que reverta esse projeto insustentável. Precisamos lutar para que não tenhamos um País reconhecido como aquele que ajudou a enterrar os direitos trabalhistas.


Com a nova lei os empregadores terão muito mais lucro, já que pagarão salários menores não terão que arcar com responsabilidades trabalhistas e nem com os benefícios aos subcontratados.


Não podemos deixar que empregados sejam prejudicados por meio de métodos evasivos.

 

 

Adolfo Lima
Presidente do Sindicato dos
Securitários do Estado do Rio de Janeiro